Uma vocação que
não se perdeu.
« Nunca vais ser médico. »
O Pablo Vega cresceu em Verín, na Galiza. Em 2019 não conseguiu vaga para estudar Medicina em Espanha — não por falta de vocação, mas porque as notas de corte o deixaram a poucas décimas do patamar mínimo. A mãe tinha passado por um percurso parecido: enfermeira em Espanha, tentou o reconhecimento do diploma para Medicina sem sucesso.
O que ficou gravado na memória do Pablo foi a frase de um professor do secundário que lhe disse que ele nunca seria médico por ser rebelde e mau aluno. Esse momento acendeu tudo.
Decidiu então estudar no estrangeiro. O que veio a seguir foi uma odisseia administrativa: nenhum interlocutor de confiança, viagens a vários países sem uma lista clara de documentos, idas e voltas esgotantes. Uma experiência que ele próprio descreve como « desesperante — ver o sonho a desfazer-se não por incapacidade, mas por o sistema ser opaco ». Acabou por conseguir a vaga na Universidade de Bialystok, na Polónia.
Hoje não exerce como médico. Dedica a sua energia a melhorar este sistema a partir de fora — para que os próximos não tenham de passar pelo que ele passou.
Stéphane, Marlène e a filha Agathe
Em 2024, o Stéphane e a Marlène, uma família de Toulouse, contactam a IMG depois de várias tentativas falhadas no sistema PASS francês. A filha, Agathe, tinha o percurso, a vontade, a vocação — mas não tinha a garantia de uma vaga em França. Acabou por entrar na Universidade Comenius de Bratislava.
Para dar uma medida concreta: 95 % dos alunos acompanhados pela IMG conseguem uma vaga numa faculdade europeia (dados internos IMG, sobre mais de 1 500 processos tratados desde 2019). Pôr em perspectiva: em Portugal, com as notas de corte a subirem para 18+/20, milhares de candidatos excelentes ficam fora todos os anos — e quem consegue terminar o grau depara-se depois com o estrangulamento do Internato Médico.
France
De uma celebração a uma missão comum
Depois da Agathe se instalar em Bratislava, o Pablo e a família decidiram encontrar-se em Toulouse. Não foi só uma celebração: foi uma conversa séria sobre o que milhares de famílias francesas atravessam todos os anos. O Stéphane e a Marlène conheciam o terreno por dentro. Desse encontro nasceu a IMG International Medicine France.
E chegamos a Portugal.
Em 2026 abrimos a operação portuguesa. Portugal tem a barreira académica mais alta da Europa do Sul — notas de corte de 17,93 a 18,40/20 em quase todas as faculdades públicas — e uma falha estrutural ainda mais grave: mais de 1 000 médicos licenciam-se por ano sem conseguir vaga no Internato Médico, ficando presos num limbo de « médicos nominais » que não podem exercer.
Os estudantes portugueses partilham a mesma frustração que os franceses: vocação a sobrar, sistema a fechar a porta. A diferença é que, para quem entra em Medicina numa faculdade europeia parceira, o caminho para exercer — em Portugal ou noutro país da UE — fica aberto desde o primeiro dia.
Uma rede consolidada em toda a UE
A IMG International Medicine está hoje presente em 12 países da União Europeia. A equipa é composta em grande parte por antigos alunos e médicos que fizeram este mesmo percurso. Em 2025 desenvolvemos um software de preparação para as provas de acesso que permitiu aos nossos alunos melhorar, em média, 40 % dos resultados nos testes de entrada.
Nenhuma vocação deve perder-se por falta de oportunidade
« É frustrante ver que já nem se luta pelo diploma, luta-se para que alguém nos dê a oportunidade de provar o que valemos. Ninguém nos vai oferecer os anos de formação que vêm à frente — e, ainda assim, o sistema público acredita que uma nota de admissão define quem vai ser um bom médico. Acreditamos que a vocação é algo que se traz de dentro. É preciso dar-lhe a hipótese de acordar. »
— Pablo Vega, fundador
O nosso compromisso: agir pela saúde global
Desde a criação da IMG tivemos sempre a convicção absoluta de querer gerar um impacto real na saúde à escala mundial. Porque acreditamos que a educação é a base de qualquer transformação profunda, decidimos apostar em primeiro lugar no ensino internacional.
Com este espírito, criámos pontes entre o ensino internacional e a oportunidade rara de aceder a Medicina para estudantes que partilham, todos, a mesma vocação. É isto que, desde o início, move o nosso trabalho e define a nossa razão de ser.
Operamos actualmente em vários países. Em cada um, destinamos uma percentagem dos resultados a dois grandes objectivos: contribuir para resolver um problema específico de saúde pública local e apoiar activamente a investigação científica e o desenvolvimento do sistema de saúde.
As pessoas por trás da IMG.
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